quinta-feira, 18 de abril de 2013
terça-feira, 17 de abril de 2012
CMG (F) DR. ARNALDO PAULO
Nota de Falecimento
Câmara Municipal de Petrópolis
Assessoria de Comunicação
CMG(F) Arnaldo Paulo
● 1936 † 2012
|
Faleceu na noite de domingo, 15 de abril de 2012, o estimado
Comandante Arnaldo Paulo. O velório foi realizado no Salão Hermogêneo Silva,
na Câmara Municipal de Petrópolis, e o sepultamento às
16h, no Cemitério Municipal.
Arnaldo Paulo era uma das personalidades mais queridas da
sociedade petropolitana, fazendo parte de uma elite genuinamente clássica.
Diplomado em Farmácia e Capitão de Mar e Guerra da Marinha do
Brasil, na qual trabalhou por quarenta anos. No decurso de sua carreira
militar, recebeu diversas medalhas e condecorações, entre tantas as de Mérito
Naval e Mérito Tamandaré. Devido aos seus excelentes trabalhos, competência e
lealdade foi agraciado com sete Citações Meritórias. Foi diretor do Laboratório
da Marinha e conselheiro diretor da Central de Medicamentos. Por diversas vezes
foi Juiz e Presidente do Conselho Permanente de Justiça da 1ª e 2ª auditoria da
Marinha. A convite dos almirantes presidentes do Clube Naval exerceu as funções
de conselheiro do referido clube.
Arnaldo era Cidadão Carioca, Cidadão Friburguense e Cidadão
Petropolitano, por relevantes serviços prestados a estas cidades. Em 1964, como
militar, foi nomeado delegado da cidade de Bom Jardim. Recebeu da Câmara
Municipal de Petrópolis inúmeras Moções Congratulatórias.
Foram muitos os seus feitos como a fundação da Academia
Brasileira de Farmácia Militar - ABRAFARM, da qual foi presidente e membro titular.
Eterno apaixonado por sua falecida esposa Célia, fundou em 09 de julho de 2010,
a Associação Filantrópica Célia Lobo Paulo, com a qual ajudou diversas
entidades e necessitados da sorte financeira, em especial as vítimas das chuvas
de janeiro de 2011, mobiliando suas casas.
Fonte: Acorda Petrópolis
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
ORAÇÃO AO FARMACÊUTICO
Por Álvaro de Albuquerque
Bendito seja tu!...que em horas mortas,
Vais abrir tua porta com bondade
Quando o sono fechou todas as portas!
Bendito seja tu!...Que mal suportas,
Dos venenos a cruel letalidade
E os transforma, por bem da humanidade,
Nos bálsamos que arranca das retortas!
Quando o mundo chegar a novas eras,
Quando os homens, em vez de serem feras,
Se unirem pela força dos ideais
Erguer-se-ão monumentos de granito
Em cujos pedestais se tenha escrito:
"Farmacêutico"
só! Para quê mais?
Fonte: Portal Educação
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
O Azul da Prússia
Por Sonia Fonseca Rocha
O Azul da Prússia é um medicamento indicado em contaminações
com Tálio, Rubídio e principalmente com
Césio, independentemente da via de contaminação. Este medicamento foi
utilizado nas vítimas do acidente em Chernobyl (Rússia), que também tinham sido
irradiadas e contaminadas com o Césio. Desta forma, decidiu-se por utilizar
este medicamento nas vítimas do acidente
radioativo de Goiânia. Ele não é absorvido pelo tubo gastrointestinal e é de
baixa toxicidade. Funciona como uma resina de troca iônica. O Césio, que é
excretado por via urinária, passa então a ser também eliminado pelas fezes.
Este medicamento, se administrado em 10 minutos após a
contaminação radioativa, reduz a absorção em 40%. Como não é absorvido pelo
organismo, seu efeito é local, não havendo toxicidade ou contra-indicação.
No caso das vítimas do acidente radiológico de Goiânia, não
se sabia exatamente que dose utilizar, uma vez que os pacientes só começaram a
ser corretamente tratados cerca de 15 dias após a contaminação radioativa, além
da grande dificuldade, na época, em se estabelecer a dose de radiação que cada
vítima havia recebido.
A partir da administração do Azul da Prússia, os pacientes
passaram a eliminar grandes quantidades de Césio pela urina e fezes. A
radiometria dos excretas permitiu regular a posologia do Azul da Prússia para
cada paciente.
Graças à ação do Azul da Prússia, ocorreu a inversão da
relação excretora urina/fezes, observando-se um aumento de 75% da excreção
fecal, o que foi comprovado pelos estudos radiométricos dos excretas,
realizados no IRD.
Para o tratamento dos pacientes, utilizou-se a dose
preconizada pela literatura, ou seja, um grama três vezes por dia, elevando-se
a dose até nove gramas/dia, sem o aparecimento de efeitos colaterais.
Inicialmente, utilizou-se o medicamento de fabricação alemã, com o nome
comercial de Radiogardase, enquanto a Marinha do Brasil, por intermédio do seu
Laboratório Farmacêutico, progredia nos estudos para sua fabricação.
A utilização do Azul da Prússia foi fator decisivo na redução
da contaminação radioativa dos pacientes.
A fabricação pelo Laboratório Farmacêutico da Marinha (LFM)
Apurou-se que no acidente em Chernobyl as vítimas também
foram irradiadas e contaminadas pelo Césio, na condição de subproduto de
fissão. Na época, sugeriu-se que fosse utilizado naqueles pacientes um produto
denominado Radiogardase (Azul da Prússia). Assim, a Diretoria de Saúde da
Marinha, em conjunto com os especialistas em Radioproteção e em Medicina
Nuclear já atuando no atendimento aos pacientes de Goiânia, decidiu pela
imediata importação do Azul da Prússia. Rapidamente, o produto foi colocado à
disposição no HNMD, para que fosse utilizado no tratamento das vítimas do
acidente radioativo.
Simultaneamente, farmacêuticos da Marinha do Brasil lotados
no Hospital Central da Marinha (HCM), que possuíam em sua estrutura um
excelente Laboratório de Análises Clínicas, passaram a pesquisar o produto. As
pesquisas foram coroadas de êxito e eles elaboraram a primeira amostra do
medicamento em caráter experimental, sendo criado o Ferrocianeto de Ferro e
Potássio. Verificou-se que o produto desenvolvido captava cerca de 90% do Césio
do organismo (teste realizado in vitro), em contrapartida à Radiogardase de
origem alemã, que captava em torno de 35%. Os trabalhos de pesquisa
prosseguiram no LFM, em conjunto com o Instituto de Radioproteção e Dosimetria
(IRD).
Os farmacêuticos do HCM, em conjunto com os farmacêuticos do
LFM e após rigoroso controle de qualidade químico e biológico, começaram a
fabricação de maiores quantidades de Azul da Prússia, tanto para aplicação
superficial no corpo das vítimas como na superfície de materiais contaminados
pelo Césio. Durante todo este processo, o produto era testado no laboratório do
IRD. Desenvolveu-se desta forma a tecnologia de produção do Azul da Prússia
pela Marinha do Brasil e pela CNEN, através do IRD.12
Na época, o produto não pôde ser utilizado pelas vítimas por
via endógena porque dependia ainda de ensaios toxicológicos e um mínimo de
cinco anos de estudos comprobatórios. A Marinha do Brasil, por intermédio do
Laboratório Farmacêutico da Marinha, levou adiante os estudos para
desenvolvimento do Ferrocianeto Férrico, para substituir a Radiogardase,
visando cumprir os requisitos necessários para prontificação do Plano de Emergência
Nuclear Brasileiro. Em paralelo a estes estudos, o LFM se dedica a uma segunda
fase, que é a pesquisa e execução de ensaios clínicos deste novo medicamento a
ser denominado Ferrocianeto de Potássio-LFM.
segunda-feira, 31 de março de 2008
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
segunda-feira, 10 de abril de 2006
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